quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ORIENTE MÉDIO E A ESQUERDA BRASILEIRA


Magreb, Oriente Médio e a esquerda brasileira
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Escrito por Milton Temer e Juliano Medeiros   
Quarta, 24 de Agosto de 2011
  
Passados seis meses da derrubada das ditaduras Ben Ali e Mubarak na Tunísia e no Egito, que balanço podemos fazer dos episódios considerados por parte da esquerda – aquela já habituada a ver crises revolucionárias onde existem limitadas crises sociais – importantes processos de revoluções democráticas?
De fato não existem mais os governos anteriores tais como se apresentavam antes, acobertados pelas potências capitalistas ocidentais que ali tinham garantia da ação libertina de suas corporações privadas e onde o Estado agia abertamente na repressão e desmonte do movimento social organizado e dos partidos de esquerda. Hoje, agem de forma bem mais refinada: não existe a polícia secreta, as ruas não escondem segredos. Mas se mantêm inflexíveis na defesa da estrutura sócio-econômica anterior; na intocabilidade dos interesses das grandes corporações multinacionais ali operando e no alto porcentual de participação dos militares na economia nacional – os mesmos que sustentaram e eram aliados de Mubarak.
Em outras palavras, garantem uma “transição tutelada” que ainda não conseguiu sequer assegurar o surgimento de regimes democráticos, mesmo no sentido de uma democracia liberal típica do ocidente. Claro, existe a compensação simbólica da abertura da fronteira de Gaza. Mas sem nenhuma mudança fundamental no posicionamento em organismos internacionais sobre as atrocidades de Israel na região.
E é compreensível que tão pouca coisa tenha mudado. Porque, para além do julgamento dos repressores às manifestações da Praça Tahrir, poucos itens a mais existem como pólo de unidade da frente de oposição, a despeito dos esforços de uns poucos segmentos mais politizados. Depois de tanto tempo desestruturado, o movimento social, fragmentado, sem partidos de esquerda representativos, destruídos pela cooperação entre os militares traidores de Nasser e os interesses políticos da Irmandade Muçulmana, tinha limites estreitos de conquista. Mas, o que é positivo, foram bem mais longe do que os movimentos similares no Catar, Jordânia, Iêmen, Bahrein e Arábia Saudita, onde o status quo se manteve quase na íntegra, com a manutenção dos mesmos capatazes do imperialismo à frente destes diversos governos.
Para quem testemunhou, ao vivo ou a cores, as expectativas e os momentos dramáticos que marcaram processos de grande mobilização no final dos anos 60, na Europa e na América Latina, onde verdadeiras revoluções pareciam estar batendo à porta, não foi difícil concluir que só por ingenuidade alguém imaginaria que estamos diante de processos revolucionários – seja no sentido marxiano do termo, seja naquele consagrado pelo pensamento social do século XX. Mais grave ainda, exigir que fossem movimentos revolucionários capazes de, para além de governos, terem a capacidade de derrubar regimes.
Que fique bem claro: não estamos, com tais premissas, tentando propor apenas mais radicalização. Entendemos, sim, que movimentos sociais, por si, muito pouco podem obter de conclusivo no mundo de hoje por absoluta incapacidade deliberativa. A não ser que consigam uma ruptura ideológica no bojo das Forças Armadas, pelo que podem partir para uma total desconstrução do regime vigente, é dentro da luta institucional que conseguirão as condições capazes de assegurar transformações mais profundas.
E nesse contexto é que devemos propor a análise de perdas e ganhos dos processos, sabendo identificar as características específicas de cada um deles, e admitindo que, em determinadas circunstâncias, somos obrigados a nos localizar no “menos pior” para a solução de conflitos, mesmo que isso nos desagrade. Quem tem tradição na luta democrática como determinante, na busca estratégica do socialismo, não tem problemas em afirmar que a oposição à hegemonia imperialista pode ser o determinante. E é isto, por exemplo, que está em jogo na diferença de tratamento que devemos dar aos casos da Líbia e da Síria, hoje transformados em alvos principais, depois que os ataques e ameaças ao Irã resultaram em absolutamente nada.
Todos louvamos a independência do governo brasileiro com respeito ao governo Ahmadinejad, enquanto o Departamento de Estado americano, a União Européia e todas as forças reacionárias do mundo – as mesmas que não se vexam em tratar o sionismo xenófobo de Israel como vítima do “terrorismo” palestino – se empenhavam em garantir a sobrevivência de uma oposição laica, porém pró-imperialista e até saudosa da ditadura Pahlevi. Por que agora parte da esquerda não se manifesta diante da flagrante omissão do governo de Dilma diante das assumidas pretensões intervencionistas das potências ocidentais na Líbia e na Síria? Pior que isso: não será difícil encontrar quem ache que o Brasil deveria, a exemplo das potências imperialistas, romper imediatamente relações com o governo sírio!
Ahmadinejad era algum modelo de revolucionário que nos pudesse servir de exemplo? Nem de perto. Mas era alvo do imperialismo exatamente por não compor com o governo israelense. Agora, diante do fracasso da investida inicial, ninguém fala mais do perigo nuclear no Irã, e as baterias se voltam para outros alvos - Kadafi, na Líbia, e Bashar Al-Assad, na Síria. Principalmente este último, por conta do empenho da quadrilha familiar que se apropriou da Arábia Saudita – a monarquia Saud, sócios históricos do complexo industrial-militar-petrolífero ianque. A partir da Arábia Saudita, a elite econômica sunita, inimiga dos alauítas, minoria popular a qual pertence Assad, é armada e estimulada à violência contra o regime sírio, que, a bem da verdade, responde na mesma moeda.
E como se comportam agora os mesmos que não tiveram problemas na defesa de Ahmadinejad? Inverteram o rumo para o sentido oposto, e se somaram àquela parte da intelectualidade social-democrata européia, a mesma que embarcou no apoio ao caráter “humanista” da intervenção da OTAN nos Bálcãs, cujas seqüelas trágicas estão até hoje alimentando a violência naquela região. Embarcam, in extremis, no apoio aos bombardeios sobre Trípoli e não se questionam sobre que tipo de opositores se levanta contra os hoje decrépitos Kadafi e Al-Assad. Dão toda credibilidade àquela verdadeira quadrilha que caracteriza o comando rebelde de Benghazi, ou aos mercenários provocadores sunitas, armados e financiados pelos sauditas.
Pois deveriam ler o documento do Partido Comunista Sírio, opositor pela esquerda ao governo sírio, mas que não se mistura com a parte da oposição manipulada pelo exterior e que recebe toda a cobertura para qualquer informação que “uma fonte não identificável” fornece sobre massacrantes ataques das forças leais ao governo.
Em ambos os casos estabelece-se a questão: a esquerda revolucionária mundial ganha ou perde com a vitória das intervenções “humanitárias” agora localizadas na Líbia e em parte mínima da Síria? Quem se beneficiará com a queda dos dois ditadores – tais como são qualificados Kadafi e Assad pelas ditaduras do capital neoliberal ocidental?
Essa é a questão a responder pelas esquerdas racionais, conscientes de suas limitações e das possibilidades de avanço real na conjuntura presente do norte da África e do Oriente Médio. Que eixo-referencial deve nos orientar? Aquele que obriga tais regimes a reformas que impeçam o avanço do neoliberalismo, consciente do enfraquecimento desses países diante do fim da polaridade EUA-URSS? Ou a submissão a conceitos virtuais de uma democracia liberal, na verdade traduzidos em recolonização explícita desses territórios, através de beleguins locais?
Mais cedo ou mais tarde, a história cobra sua conta. O absurdo apoio às “reformas” de Gorbachev na URSS, que culminaram na restauração capitalista controlada pela máfia pró-Washington, ou a entusiasmada defesa em torno da “revolução” que culminou com a unificação das Alemanhas em uma única potência capitalista, deveria servir de lição àqueles que ora outorgam sua solidariedade aos mercenários de Benghazi. Isso porque, tanto na Líbia quanto na Síria, é isso o que está em jogo. Existe uma oposição progressista, pequena e débil, e outra que se consolida no apoio externo, na intervenção direta – por financiamento econômico e militar. Misturar as duas, para se identificar com a segunda, é o que não podemos fazer. E isto, lamentavelmente, é o que parece prevalecer em certas correntes que têm por hábito superestimar avaliações, a despeito de todas as frustrações que já constataram.
Não se trata, para a esquerda racional, de se identificar com Kadafi, Assad ou Ahmadinejad. Mas trata-se, isso sim, de não permitir ao imperialismo ianque e seus acólitos conservadores da União Européia de recuperarem o terreno que perderam nas intervenções criminosas do Afeganistão e do Iraque.
Mas por força da limitação de espaços: o que, então, a esquerda socialista e democrática deve tirar de todas essas experiências que não são, na forma, sequer originais e nem as mais profundas?
Antes de tudo, a conclusão de que, no mundo atual, mais que tudo há que se lutar pela garantia de melhores condições para a luta de massas. Isso passa pela organização de instrumentos políticos a serviço das transformações, profundamente comprometidos com as causas democráticas e orientados por uma estratégia de superação do capitalismo – precisamente o que têm faltado, por exemplo, aos jovens indignados da Europa. Para isso, criar condições à ocupação de espaços nas instituições do Estado burguês que pretendemos desconstruir é um elemento decisivo. Ou seja, não ter medo de ampliar as forças para dentro do campo do inimigo (qual o efeito, por exemplo, da existência de uma frente política com influência de massas na Tunísia diante dos processos que lá tiveram sua origem?).
Nessa batalha também podem ser forjadas operações deliberativas eficazes, em forma de lei, para combater as próprias leis. Diante disso, há os que dirão “Ah... mas não temos forças para isso. A direita sempre dominará as famigeradas instituições republicanas”. Sempre, não. As contradições entre eles já nos levam, no Brasil, a visualizar a possibilidade concreta de pôr fim, por exemplo, ao financiamento privado de campanhas eleitorais, com o que as possibilidades dos socialistas se alteram para melhor.
E se não tivermos forças para aumentar a representação parlamentar, muito menos teremos para nos impor por vias alternativas mais significativas quando as condições históricas e conjunturais assim o exigirem. Esse talvez seja um dos grandes ensinamentos das revoltas no Magreb e Oriente Médio: advogar por um acúmulo de forças que gere condições para as mudanças que defendemos é muito mais eficaz que comemorar qualquer centelha que, longe das condições adequadas, jamais poderá incendiar a pradaria. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

VISITA A UFRJ DOS ALUNOS DO CIEP 310 - PROJETO CONHECENDO A UFRJ



CONHECENDO A UFRJ

Alunos do 3º ano do ensino médio do CIEP 310 conhecendo as instalações da UFRJ e um pouco sobre os cursos que a universidade oferece, através de palestras para os futuros estudantes. Nas palestras  foram apresentados os aspectos pertinentes aos cursos como: grade curricular, média salarial, mercado de trabalho, modo de ingresso, programa de auxílio aos alunos carentes,etc. Os alunos puderam também fazer perguntas tirando algumas dúvidas sobre as futuras profissões. Vale destacar a importância deste contato dos alunos da rede pública de ensino com as universidades públicas visando à inserção destes jovens em instituições que oferecem ensino superior de qualidade e que ,na maioria das vezes, suas vagas são preenchidas por alunos da rede particular. De acordo com os ideais de Democracia, todos, independente de cor, religião, classe social, etnia,  possuem o direito de um ensino superior de qualidade para construção de uma sociedade mais justa.



domingo, 21 de agosto de 2011

CERGS - TURMAS 2001 E 2002 - 3º BIMESTRE - FILOSOFIA - (1ª PARTE) AULA SOBRE AS VÁRIAS FORMAS DO CONHECIMENTO.


AS VÁRIAS FORMAS DO CONHECIMENTO HUMANO NA FILOSOFIA (1ª PARTE)

Epistemologia = Conhecimento Humano
O conhecimento humano é fruto da interação entre o sujeito e o objeto.
Concreto o que construímos a partir da experiência sensível, pontual, particular  ( um ser humano, um gato,  uma fruta, etc.).
abstrato o conhecimento mais distante do da realidade concreta, o qual diz respeito a elaboração de conceitos mais gerais e universais tais como humanidade, justiça.
TIPOS DE CONHECIMENTO
O SENSO COMUM é um conhecimento espontâneo,
O CONHECIMENTO RELIGIOSO é voltado para o sagrado.
O CONHECIMENTO FILOSÓFICO  é um conhecimento totalizante e lógico, revela sua beleza e dramaticidade.
O CONHECIMENTO CIENTÍFICO        ( Ciências da natureza) é essencialmente experimental.
RACIONALIDADE E NEUTRALIDADE DA CIÊNCIA  o conhecimento científico tem a neutralidade absoluta e por nada é afetado, assemelha-se a uma fortaleza hermética e inexpugnável, quase sagrada.

PLATÃO E A FUNDAÇÃO DA METAFÍSICA
Metafísica – Refere-se aquilo que está, além da física que a transcende.
Segundo Platão a primeira navegação, ( filosofia naturalista)  entregue somente, à força e influência  da   física e  de  seus  elementos ( terra, água, fogo, ar, etc,), mostrou-se  ineficaz
para explicar a complexidade não só do universo humano, mas também de muitos aspectos do mundo real. Sendo assim ele se julga responsável pela nova empreitada que abriria ao ocidente uma nova dimensão a metafísica. Com a proposta de descobrir as verdadeiras causas do real, além das causas físicas ( O ser inteligível).
A TEORIA DAS IDÉIAS
Para Platão as idéias que estão no hiperurânio (mundo das idéias, ideal, inteligível) são os verdadeiros e supremos paradigmas e causas do mundo sensível (o mundo das cópias imperfeitas, das sombras de tudo que existe no mundo inteligível) abandonando esse conhecimento imperfeito temos mais chances de alcançar o conhecimento perfeito. (hiperurânio).
CONCEPÇÃO DUALISTA DE HOMEM
            O ser humano é constituido de corpo e alma, e o primeiro é uma espécie de cárcere da segunda, que é eterna e pode ser compreendida a partir de três aspectos básicos: concupiscível ( cobiça,apetite sexual excessivo); o irascível ( cólera , desejo de vingança) e o racional ( razão).
Esse contexto dualista deixaria uma missão para o homem, de aperfeiçoar a alma, valorizando seu aspecto racional, para se ver livre das amarras do corpo.

 O CONHECIMENTO COMO LEMBRANÇA E SEUS GRAUS: A OPINIÃO E A CIÊNCIA
Reminiscência e anamnse  – o esforço humano para lembrar das coisas do mundo ideal, como Platão designa o processo de conhecimento.
 Doxa – conhecimento imperfeito, próprio mundo sensível, as meras opiniões.
 Episteme – a ciência do conhecimento pela excelência, o conhecimento ideal.
Para Platão os homens tiveram em um dado momento, como morador do mundo das idéias. No entanto quando encarnadas as almas se tornam prisioneiras do corpo. Assim toda busca pelo conhecimento nada mais é do que o esforço para lembrar daquilo que outrora conhecemos, e passar assim da doxa para a episteme. ( teoria da reminiscência).

ARISTÓTELES E O REALISMO
Enquanto Platão considerava o processo de conhecimento um conjunto de eventos da alma, Aritóteles os vê como elementos indispensáveis a esse processo. Com os dados que aprendemos por meio do sentido e guardamos em nossa memória, damos o primeiro passo ao conhecimento.
TIPOS DE CONHECIMENTO
Aristóteles dividiu as ciências em: teoréticas são os que buscam o conhecimento pelo conhecimento, não implica transformação de objetos,  essencilmente reflexivo; prático tem como finalidade a perfeição ético-política, tem como agente, causa e finalidade no próprio homem e sua vontade racional e a poiéticas referem-se ao engenho humano, à capacidade humana de fabricar e transformar.
SUBSTÂNCIA, ESSÊNCIA E ACIDENTE
Substância é uma categoria imprencindível para existencia de todas as coisas. Essência é o que não é desacartável, sem o qual as coisas perderiam sua identidade. Já acidente pode estar ou não presente, que a identidade das coisas não se altera.
EX: Na substância do ser humano, a racionalidade é essencial, mas a magreza é acidental.

HILAMORFISMO OU TEORIA DA MATÉRIA E FORMA
Hilaformismo é uma teoria segundo a qual todos os corpos do universo são compostos por dois princípios distintos, porém complementares: a matéria e a forma.
Sem matéria, não há realidade sensível.

TEORIA DO ATO E POTÊNCIA
Há relação entre as teorias do ato e potência e da matéria e forma.
EX: Uma folha lisa de papel é em potencial, um barquinho, pois se tornará um quando receber a forma de barco pelas mãos de alguém.

ATO PURO, PRIMEIRO MOTOR, DEUS
            Tudo o que existe contém, como vimos, ato e potência. Um dia não existiu e precisou que algo o movesse para sua existência. Ex: Este computador em que digito este texto tem, como tudo, ato e potência, um dia não existiu, precisou dos técnicos para isso, que um dia não existiu e precisou de seus pais para isso, e daí por diante.

AS QUATRO CAUSAS
 O filósofo não aponta uma, mas quatro causas para todas as coisas existirem:
 Causa material
Diz respeito a matéria que compõe alguma coisa
Causa eficiente
Diz respeito a quem ou o que, efetivamente proporcionou o movimento que fez com que a coisa acontecesse.
Causa formal
Diz respeito à forma da coisa, aquilo que a identifica.
Causa final
Diz respeito a finalidade última da coisa.

FÍSICA E ASTRONOMIA
O movimento é a passagem da potência para o ato.
Exemplos
Substância
Geração e corrupção
Quando um ser nasce ( geração) Quando morre ( corrupção).

COMPOSIÇÃO DOS CORPOS
Segundo Aristóteles os corpos de nosso mundo são compostosde água, terra, água, fogo e ar. Os corpos celestes são compostos por éter.

O GEOCENTRISMO ARISTÓTELICO
A teoria geocentrica também chamada de teoria aristotélicoptolomaica, por ter sido elaborada por Cláudio Ptolomeu, astrônomo e geógrafo grego do século II com base nas idéias de Aristóteles. Essa teoria diz que a Terra e imóvel e a seu redor gira todo o restante do universo.
A concepção aristotélica de universo marcou de maneira decisiva o ocidente, foi assimilada por outros pensadores e perdurou até o século XVII, quando assumindo as teses copernicanas, Galileu Galilei consegui derrubar o geogentrismo aristotélico.

A FORMAÇÃO DO HOMEM DE FÉ
Tanto a Patrística ( é uma síntese entre a filosofia clássica e a religião cristã desenvolvida pelos chamados Padres da Igreja) quanto a Escolática foram filosofar na fé. Santo Agostinho, representante ilustre da Patrística. É necessário crer para entender e entender para crer, para o filósofo cristão, a filosofia é apenas um
instrumento voltado para compreensão das verdades de fé.
A diferença entre Platão e Agostinho está no fato  de que o primeiro considera o conhecimento da verdade como uma lembrança de conteúdos passados enquanto que o segundo a considera uma luz eterna que procede de Deus possibilitando o conhecimento de verdades eternas

ESCOLÁSTICA
Escolástica designa as reflexões que foram desenvolvidas nas escolas medievais, com o objetivo de usar a filosofia como instrumento de estruturação da teologia cristã).
Os temas básicos estavam ligados as questões concernentes a Deus e a religião, bem como nas questões metafísicas ligadas principalmente à filosofia aristotélica.

Copérnico, Galileu, Newton, Descartes e Bacon lideram a constituição do novo paradigama. O homem abandonou aos poucos, a explicação de caráter religioso, que tomavam conta de seu imaginário e buscou a constituição de uma racionalidade autônoma.

NICOLAU COPÉRNICO
FUNDADOR DA ASTRONOMIA MODERNA
             Não participou do movimento chamado Revolução Científica. Sua teoria heliocêntrica, o sol como centro do universo) pos em apuros o geocentrismo aristotélico-ptolomaico fornencendo subsídios para derrubarem os paradgmas medievais.








sexta-feira, 19 de agosto de 2011

VÍDEO DA MÚSICA "CLASSE MÉDIA" DE MAX GONZAGA UTILIZADA NA AULA DE SOCIOLOGIA SOBRE ESTRATIFICAÇÃO E MOBILIDADE SOCIAL NO 1º ANO DO CIEP 310

CIEP 310 - 2º ANO - SOCIOLOGIA - 3º BIMESTRE - ATIVIDADE AVALIATIVA SOBRE O FILME "A ONDA"


SOBRE O FILME "A ONDA".

"A Onda", filme que retrata a forma como os indivíduos tornam-se adeptos de regimes autocráticos, perdendo sua emancipação e sua própria identidade. Podemos também analisar o perigo da centralização do poder e da existência de líderes que podem levar uma nação ou um determinado grupo ao caos.

ATIVIDADE SOBRE O FILME.

1- Qual o tema do filme? O que os realizadores do filme tentaram nos contar? Eles conseguiram passar sua mensagem? Justifique sua resposta.
2- Você aprendeu alguma coisa com este filme? O quê?
3- Qual o seu personagem favorito no filme? Por quê?
4- Qual personagem de que você menos gostou? Por quê?
5- Distinguir os princípios fundamentais do  Fascismo italiano.
6- Definir os princípios fundamentais do Nazismo.
7- Dê um exemplo histórico que se assemelhe com o que ocorreu no filme "A Onda".
8- Seria possível atualmente a existência de alguma forma de poder parecida ou equivalente a que foi mostrada no filme? Justifique a sua resposta.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

3º BIMESTRE - 1º ANO - CIEP 310 - AULA DE FILOSOFIA - FILOSOFIA PRÉ-SOCRÁTICA

AULA SOBRE FILOSOFIA PRÉ-SOCRÁTICA
PERÍODO QUE ABRANGE AS REFLEXÕES FILOSÓFICAS DESDE TALES DE MILETO, NO SÉCVII a.C., ATÉ O SURGIMENTO DE SÓCRATES, NO SÉC.V a.C.
PODEMOS DIVIDIR ESTE PERÍODO EM DUAS ESCOLAS;
  1. ESCOLA JÔNICA
  2. ESCOLA ITALIANA

ESCOLA JÔNICA
CARACTERIZA-SE SOBRETUDO PELO INTERESSE PELA PHYSIS, PELAS TEORIAS SOBRE A NATUREZA.
ESCOLA ITALIANA
CARACTERIZA-SE POR UMA VISÃO DE MUNDO MAIS ABSTRATA, MENOS VOLTADA PARA UMA EXPLICAÇÃO NATURALISTA DA REALIDADE, PRENUNCIANDO EM CERTO SENTIDO     O
SURGIMENTO DA LÓGICA E DA METAFÍSICA,SOBRETUDO NO QUE DIZ RESPEITO AOS  ELEATAS.
Metafísica - constitui um saber que pretende penetrar no que está situado para além ou detrás do ser físico enquanto tal.
FILÓSOFOS DA ESCOLA JÔNICA
  1. TALES DE MILETO E SEUS DISCÍPULOS, ANXIMANDRO E ANAXÍMENES.
  2. XENÓFANES DE COLOFON
  3. HERÁCLITO DE ÈFESO
FILÓSOFOS DA ESCOLA ITALIANA
  1. PITÁGORAS DE SAMOS, ALCMEON DE CROTONA, FILOLAU DE CROTONA E A ESCOLA PITAGÓRICA.
  2. PARMÊNIDES DE ELEIA, E A ESCOLA ELEÁTICA: ZENÃO DE ELÉIA E MELISSO DE SAMOS.
SEGUNDA FASE DO PENSAMENTO PRÉ-SOCRÁTICO, DENOMINADA POR VEZES DE PLURALISTA.
FILÓSOFOS:
  1. ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA.
  2. ESCOLA ATOMISTA; LEUCIPO DE ABDERA E DEMÓCRITO DE ABDERA.
  3. EMPÉDOCLES DE AGRIMENTO.

ESCOLA JÔNICA

TALES DE MILETO
CARACTERÍSTICAS:
  1. EXPLICAR A REALIDADE NATURAL APARTIR DELA MESMA, SEM NENHUMA REFERÊNCIA AO SOBRENATURAL OU AO MISTERIOSO, FORMULANDO ADOUTRINA DA ÁGUA COMO ELEMENTO PRIMORDIAL.
  2. CARÁTER CRÍTICO DE SUA DOUTRINA, ADMITINDO E TALVEZ MESMO ESTIMULANDO QUE SEUS DISCÍPULOS DESENVOLVESSEM OUTROS PONTOS DE VISTA E ADOTASSEM OUTROS PRINCÍPIOS EXPLICATIVOS.
ANAXIMANDRO
CARACTERÍSTICAS:
  1. PRINCIPAL DISCÍPULO DE  E SUCESSOR DE TALES DE MILETO
  2. PROPÔS, O APEIRON (O ILIMITADO OU O INDETERMINADO) COMO PRIMEIRO PRINCÍPIO.
  3. PODE SER CONSIDERADA UM ESFORÇO NA DIREÇÃO DE UMA EXPLICAÇÃO MAIS ABSTRATA.
ANAXÍMENES
CARACTERÍSTICAS:
  1. ADOTOU POR SUA VEZ O AR (PNEUMA) COMO ARQUÉ, UMA VEZ QUE O AR É INCORPÓREO E SE ENCONTRA EM TODA PARTE.
  2. FOI UMA TENTATIVA DE ENCONTRAR, EM UM ELEMENTO DE CARÁTER INVISÍVEL E INCORPÓREO, UMA EXPLICAÇÃO MAIS ABSTRATA DA RALIDADE FÍSICA.

XENÓFANES
CARACTERÍSTICAS
  1. PRECURSOR DO PENSAMENTO DOS ELEATAS.
  2. ATACOU EM SUA DOUTRINA O ANTROPOMORFISMO TÍPICO DA TRADIÇÃO RELIGIOSA GREGA.
  3. DEFENDEU A IDÉIA DE UM DEUS ÚNICO QUE, SEGUNDO ALGUNS, SE IDENTIFICA COM A PRÓPRIA NATUREZA.
  4. ADOTA COMO ELEMENTO PRIMORDIAL A TERRA ONDE SE ORIGINARIAM TODAS AS COISAS.
ESCOLA ITALIANA

PITÁGORAS
CARACTERÍSTICAS:
  1. REPRESENTA A PERMANÊNCIA DE ELEMENTOS MÍTICOS E RELIGIOSOS NO PENSAMENTO FILOSÓFICO.
  2. DEFENDE UMA CONCEPÇÃO DE IMORTALIDADE E DE TRANSMIGRAÇÃO (METEMPSICOSE) DA ALMA.
  3. DEFENDEU A DOUTRINA SEGUNDO A QUAL O NÚMERO É O ELEMENTO BÁSICO EXPLICATIVO DA REALIDADE.
  4. TEVE GRANDE IMPORTÂNCIA NO DESENVOLVIMENTO DA MATEMÁTICA GREGA.
  5. CONCEPÇÃO, QUE BUSCA UM PRINCÍPIO GEOMÉTRICO DE PROPORÇÃO COMO REPRESENTANTE DA HARMONIA CÓSMICA.
  6. A CONCEPÇÃO DO NÚMERO COMO ELEMENTO PRIMORDIAL REFLETE-SE NA TETRACTYS, OU “GRUPO DOS QUATRO”, OS QUATRO PRIMEIROS ALGARISMOS (1,2,3,4) QUE SOMAM DEZ E PODEM SER DISPOSTOS EM FORMA TRIANGULAR.

SEGUNDA FASE DO PENSAMENTO PRÉ-SOCRÁTICO

DESENVOLVERAM SUAS TEORIAS A PARTIR DE INFLUÊNCIAS DE ESCOLAS DE PENSAMENTO QUE A ANTECEDEU.
VALORIZAVA UMA CONCEPÇÃO DO MUNDO NATURAL COMO MÚLTIPLO E DINÂMICO.
FILÓSOFOS:
  1. ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA
  2. EMPÉDOCLES DE AGRIMENTO
  3. ESCOLA ATOMISTA – LEUCIPO E DEMÓCRITO
  4. MONISMO x MOBILISMO: HERÁCLITO x PARMÊNIDES
  5. MELISSO DE SAMOS
  6. ZENÃO DE ELÉIA

ANAXÁGORAS
CARACTERÍSTICAS:
  1. CONCEBEU A REALIDADE COMO COMPOSTA DE UMA MULTIPLICIDADE INFINITA DE ELEMENTOS A QUE DENOMINA DE HOMEOMERIAS.
  2. USA O TERMO NOUS (ESPÍRITO) NO SENTIDO DE CAUSA DA EXISTÊNCIA DO COSMO, OU DE PRIMEIRO MOTOR.
  3. EXPLICA QUE TODAS AS SUBSTÂNCIAS DE PARTES IGUAIS (HOMEOMERIAS), COMO ÁGUA E O FOGO, SÃO GERADAS E DESTRUIDAS POR COMBINAÇÃO E SEPARAÇÃO, PORTANTO, NEM SÃO GERADAS, NEM DESTRUÍDAS, MAS PERSISTEM ETERNAMENTE.
EMPÉDOCLES
CARACTERÍSTICAS:
  1. CONHECIDO POR SUA DOUTRINA DOS 4 ELEMENTOS (ÁGUA, FOGO, TERRA E AR).
  2. ESSES ELEMENTOS SÃO VISTOS COMO RAÍZES (RIZÓMATA) DE TODAS AS COISAS, E DE SUA COMBINAÇÃO RESULTA A PLURALIDADE DO MUNDO NATURAL.
ESCOLA ATOMISTA
LEUCIPO E DEMÓCRITO
CARACTERÍSTICAS:
  1. LEUCIPO É CONSIDERADO O FUNDADOR DA ESCOLA ATOMISTA.
  2. PARA LEUCIPO  E DEMÓCRITO A DOUTRINA ATOMISTA BASEIA-SE NA FORMULAÇÃO DO ÁTOMO COMO ELEMENTO PRIMORDIAL.
  3. TUDO É COMPOSTO POR ÁTOMOS, QUE SE AGREGAM E DESAGREGAM E ASSIM DÃO ORIGEM, ORA A VIDA, ORA A MORTE DO ORGANIISMO QUE FORMAM.

MONISMO X MOBILISMO     HERÁCLITO X PARMÊNIDES
HERÁCLITO (MOBILISTA)
CARACTERÍSTICAS:
  1. A REALIDADE NATURAL SE CARACTERIZA PELO MOVIMENTO, ESTANDO TODAS AS COISAS EM FLUXO.
  2. APESAR DE CONCEBER A IDÉIA DE QUE TUDO É MOVIMENTO, TUDO ESTÁ EM FLUXO, A REALIDADE PARA ELE POSSUI UMA UNIDADE BÁSICA, UMA UNIDADE NA PLURALIDADE.
  3. HERÁCLITO VÊ A REALIDADE MARCADA PELO CONFLITO DOS OPOSTOS PARA A GARANTIA DO EQUILÍBRIO. EX: NOITE E DIA, CALOR E FRIO, VIDA E MORTE.
  4. O FOGO É TOMADO COMO ELEMENTO PRIMORDIAL.
  5. “NÃO PODEMOS BANHAR-NOS DUAS VEZES NO MESMO RIO, PORQUE O RIO NÃO É MAIS O MESMO”. O RIO REPRESENTA O MOVIMENTO ENCONTRADO EM TODAS AS COISAS.
  6. O CONFLITO É A CAUSA DO MOVIMENTO.
PARMÊNIDES (MONISTA)
CARACTERÍSTICAS:
  1. DOUTRINA QUE DEFENDE UMA REALIDADE ÚNICA
  2. PENSAMENTO FILOSÓFICO QUE FAZ DISTINÇÃO ENTRE REALIDADE E APARÊNCIA.
  3. SE FORMOS ALÉM DE NOSSA EXPERIÊNCIA SENSÍVEL, DE NOSSA VISÃO IMEDIATA DAS COISAS, DESCOBRIREMOS, ATRAVÉS DO PENSAMENTO, QUE A VERDADEIRA REALIDADE É ÚNICA, IMÓVEL, IMUTÁVEL, SEM PRINCÍPIO, NEM FIM, CONTÍNUA E INDIVISÍVEL.
PARMÊNIDES (MONISTA)
CARACTERÍSTICAS:
  1. PARMÊNIDES ENTENDIA QUE SÓ SE PODE ENTENDER A MUDANÇA SE HÁ ALGO DE ESTÁVEL QUE PERMANECE E ME PERMITE IDENTIFICAR O OBJETO COMO O MESMO.
  2. “É O MESMO O SER E O PENSAR” – SIGNIFICA QUE A RACIONALIDAE DO REAL E A RAZÃO HUMANA SÃO DA MESMA NATUREZA.
  3. PARA PODER PENSAR O SER E CONHECÊ-LO O HOMEM DEVE SEGUIR O CAMINHO DA VERDADE ATRAVÉS DO PENSAMENTO E DA RAZÃO.
MELISSO DE SAMOS (MONISTA)
CARACTERÍSTICAS:
  1. O SER COMO ETERNO, IMUTÁVEL, ATEMPORAL E INCRIADO DISCÍPULO DE PARMÊNIDES.
  2. DEFENSOR DA FILISOFIA MONISTA ELEÁTICA.
  3. DOUTRINA QUE ENTENDE.
ZENÃO DE ELÉIA (MONISTA)
CARACTERÍSTICAS:
  1. UM DOS MAIS FAMOSOS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS, SOBRETUDO DEVIDO AOS PARADOXOS (é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica ).
  2. CONSIDERADO COMO OPOSITOR AO SENSO COMUM.
  3. OS ARGUMENTOS DE ZENÃO SÃO DE NATUREZA TEÓRICA E CONCEITUAL, OU SEJA, EXPLICAR O QUE A NOSSA EXPERIÊNCIA COMUM CONSTATA.