"Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender" ( Alvin Toffler )
quinta-feira, 7 de março de 2013
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O
QUE É IDEOLOGIA?
Uma definição do dicionário Houaiss: “sistema de idéias (crenças, tradições, princípios e mitos) interdependentes, sustentadas por um grupo social de qualquer natureza ou dimensão, as quais refletem, racionalizam e defendem os
próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais, religiosos, políticos ou econômicos”.
Uma definição do dicionário Houaiss: “sistema de idéias (crenças, tradições, princípios e mitos) interdependentes, sustentadas por um grupo social de qualquer natureza ou dimensão, as quais refletem, racionalizam e defendem os
próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais, religiosos, políticos ou econômicos”.
"A ideologia é um conjunto lógico,
sistemático e coerente de representações (idéias e valores) e de normas ou
regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que
devem pensar e como devem pensar, o que devem valorizar e como devem valorizar,
o que devem sentir e como devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer.
Ela é, portanto, um corpo explicativo (representações) e prático (normas,
regras, preceitos) de caráter prescritivo, normativo, regulador, cuja função é dar aos membros de
uma sociedade dividida em classes uma explicação racional para as diferenças sociais, políticas e culturais, sem jamais atribuir tais diferenças à divisão da sociedade em classes, a partir das divisões na esfera da produção.
uma sociedade dividida em classes uma explicação racional para as diferenças sociais, políticas e culturais, sem jamais atribuir tais diferenças à divisão da sociedade em classes, a partir das divisões na esfera da produção.
• Ideologia: um produto da...
A) História - produto do tempo
B) Sociedade - produto das classes
C) Cultura - produto da moral
HISTÓRIA - Ex.1: Como o
Negro e a Mulher são vistosHistória do Brasil?
SOCIEDADE - Ex 2:
Nordestinos, (I)migrantes no Brasil e no mundo?
CULTURA - Ex.3:
Apedrejamento das mulheres, Aborto, Nulação de casamento no Brasil (até 2001)?
A
Ideologia pode ser:
- Política (Fascismo, Nazismo, Stalinismo etc)
- Econômica (Liberal, Neoliberal)
- Social (Estamentos, Classes, Castas)
- Cultural (os diversos tipos de etnocentrismos)
- Religiosa (Cristianismo, Judaísmo, Islamismo)
- Política (Fascismo, Nazismo, Stalinismo etc)
- Econômica (Liberal, Neoliberal)
- Social (Estamentos, Classes, Castas)
- Cultural (os diversos tipos de etnocentrismos)
- Religiosa (Cristianismo, Judaísmo, Islamismo)
Meios
de transmissão das Ideologias
- Meios de Comunicação de Massa (TV, Jornais,
Revistas, Internet etc)
- Família
- Escola
- Igreja
- Estado
- Meios de Comunicação de Massa (TV, Jornais,
Revistas, Internet etc)
- Família
- Escola
- Igreja
- Estado
Tipos de Ideologia
Ideologia Política
Ideologia Econômica
Ideologia Cultural
Ideologia Social
Ideologia Religiosa
PROPAGANDA IDEOLÓGICA
A propaganda ideológica busca quaisquer objetivos
ligados à política, seja ela econômica, religiosa, social, etc. em função da
conquista de adeptos à ideologia objetivada, para isto, mudando o pensamento do
espectador.
Para a propaganda
ideológica podemos citar as inúmeras propagandas do governo, que apresentam um
fato, verídico ou não, em que a forma de exposição desse fato induz a população
a formar uma determinada idéia, sempre dando uma visão parcial, camuflada da
realidade. A eficiência de uma propaganda ideológica está ligada diretamente ao
nível educacional e cultural da população, ou seja, quanto maior for esse
nível, menor serão os efeitos de uma propaganda ideológica e vice-versa.
Como romper com a ideologia dominante?
*Pensamento Filosófico: “Negar as aparências”
*Reflexão: Atitude crítica
*Romper com os dogmatismos;
*Romper com os pensamentos prontos.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
CERGS - 2ºANO - FILOSOFIA - RELAÇÕES ENTRE OS VÁRIOS TIPOS DE CONHECIMENTO.
Algumas
relações entre os vários tipos de conhecimento
Ao considerar os nossos conhecimentos podemos
distinguir:
- O conhecimento por contacto (conhecer por experiência ou contacto sensorial pessoas, objectos, lugares, etc.).
- O saber-fazer (conhecimento prático, saber efectuar actividades).
- O “saber que” (ou conhecimento proposicional, e que consiste naturalmente no conhecimento de proposições).
Nalgumas situações essas formas de conhecimento podem relacionar-se umas com as outras de diversos modos. Noutras situações pode não haver relação.
Existem muitos problemas cuja resolução implica o recurso aos vários tipos de conhecimento.
Por exemplo: um cirurgião precisa de ter conhecimentos práticos relativos ao manuseamento dos instrumentos cirúrgicos, mas também precisa de ter numerosos conhecimentos proposicionais acerca da anatomia e fisiologia do corpo humano, das doenças e das melhores estratégias para executar as intervenções cirúrgicas; e precisa também de algum conhecimento por contacto de cada paciente.
Passa-se o mesmo com um mecânico ou com um engenheiro agrónomo.
Teste a sua compreensão explicando porquê.
O saber-fazer e o conhecimento por contacto podem muitas vezes dar origem a conhecimentos proposicionais.
No caso do saber-fazer, isso sucede principalmente quando as pessoas tentam descrever o que sabem fazer e explicam verbalmente como se faz.
No caso do conhecimento por contacto, isso sucede principalmente quando as pessoas tentam descrever algo que aprenderam por experiência, quando pôr em palavras algo conhecido através do contacto sensorial.
Por exemplo:
Uma pessoa que sabe andar de bicicleta pode (se quiser ajudar uma criança a aprender, se quiser escrever um livro sobre o assunto, etc.) exprimir o que sabe através de frases como “Para andar de bicicleta é preciso manter o equilíbrio” ou “Para andar de bicicleta e não cair não se deve inclinar o corpo para um dos lados”.
Uma pessoa que conheceu pessoalmente uma personalidade famosa, por exemplo o realizador cinematográfico Woody Allen, pode depois tentar exprimir as suas impressões através de frases como “O Woody Allen é uma pessoa tímida e reservada” ou “O Woody Allen mexe muito as mãos e tem uma dicção peculiar”, etc.
Essas frases exprimem proposições. Já não se trata apenas de saber-fazer ou de conhecimento por contacto, mas de conhecimento proposicional.
Teste a sua compreensão imaginando outros exemplos.
Podemos ter um conhecimento meramente proposicional relativamente a certas coisas, mas depois desenvolver em relação a elas conhecimentos práticos e por contacto, numa tentativa de aplicar e concretizar esse conhecimento proposicional.
Por exemplo:
Uma pessoa (eventualmente um preso, numa cadeia) pode recolher muitas informações sobre informática sem saber realmente trabalhar com um computador e só depois experimentar fazê-lo. Ao fazer isso estará a desenvolver um saber-fazer, já não se limitando o seu saber informático à mera posse de informações e teorias.
Essa mesma pessoa poderá recolher muitas informações sobre a cidade de Florença (ficando a conhecer muitos aspectos geográficos, económicos, artísticos, etc.) sem nunca lá ter ido. Mas se depois visitar Florença e for ver os lugares, monumentos, etc., acerca dos quais recolhera informações estará a complementar o conhecimento proposicional que já tinha com conhecimento por contacto.
Teste a sua compreensão imaginando outros exemplos.
No entanto, essas relações entre os diferentes tipos de conhecimento não ocorrem sempre. Há muitas situações em que essas modalidades de conhecimento se desenvolvem de modo independente.
Por exemplo:
Uma pessoa pode saber andar de bicicleta e nunca formular quaisquer proposições sobre o assunto. Nesse caso, o seu conhecimento é apenas um saber-fazer (que não poderia existir se a pessoa não tivesse conhecimento por contacto de bicicletas, mas que é diferente deste – como se comprova pelo facto de muitas pessoas que já viram e tocaram em bicicletas não saberem andar de bicicleta).
Uma pessoa pode conhecer pessoalmente o Woody Allen e nunca fazer quaisquer declarações acerca dele ou sequer pensar nele. Nesse caso, o seu conhecimento é apenas um conhecimento por contacto.
Uma pessoa pode saber imensas coisas a cerca da cidade de Florença e morrer sem a visitar. Nesse caso, o seu conhecimento de Florença terá sido sempre proposicional.
O saber-fazer e o conhecimento por contacto podem muitas vezes dar origem a conhecimentos proposicionais.
No caso do saber-fazer, isso sucede principalmente quando as pessoas tentam descrever o que sabem fazer e explicam verbalmente como se faz.
No caso do conhecimento por contacto, isso sucede principalmente quando as pessoas tentam descrever algo que aprenderam por experiência, quando pôr em palavras algo conhecido através do contacto sensorial.
Por exemplo:
Uma pessoa que sabe andar de bicicleta pode (se quiser ajudar uma criança a aprender, se quiser escrever um livro sobre o assunto, etc.) exprimir o que sabe através de frases como “Para andar de bicicleta é preciso manter o equilíbrio” ou “Para andar de bicicleta e não cair não se deve inclinar o corpo para um dos lados”.
Uma pessoa que conheceu pessoalmente uma personalidade famosa, por exemplo o realizador cinematográfico Woody Allen, pode depois tentar exprimir as suas impressões através de frases como “O Woody Allen é uma pessoa tímida e reservada” ou “O Woody Allen mexe muito as mãos e tem uma dicção peculiar”, etc.
Essas frases exprimem proposições. Já não se trata apenas de saber-fazer ou de conhecimento por contacto, mas de conhecimento proposicional.
Teste a sua compreensão imaginando outros exemplos.
Podemos ter um conhecimento meramente proposicional relativamente a certas coisas, mas depois desenvolver em relação a elas conhecimentos práticos e por contacto, numa tentativa de aplicar e concretizar esse conhecimento proposicional.
Por exemplo:
Uma pessoa (eventualmente um preso, numa cadeia) pode recolher muitas informações sobre informática sem saber realmente trabalhar com um computador e só depois experimentar fazê-lo. Ao fazer isso estará a desenvolver um saber-fazer, já não se limitando o seu saber informático à mera posse de informações e teorias.
Essa mesma pessoa poderá recolher muitas informações sobre a cidade de Florença (ficando a conhecer muitos aspectos geográficos, económicos, artísticos, etc.) sem nunca lá ter ido. Mas se depois visitar Florença e for ver os lugares, monumentos, etc., acerca dos quais recolhera informações estará a complementar o conhecimento proposicional que já tinha com conhecimento por contacto.
Teste a sua compreensão imaginando outros exemplos.
No entanto, essas relações entre os diferentes tipos de conhecimento não ocorrem sempre. Há muitas situações em que essas modalidades de conhecimento se desenvolvem de modo independente.
Por exemplo:
Uma pessoa pode saber andar de bicicleta e nunca formular quaisquer proposições sobre o assunto. Nesse caso, o seu conhecimento é apenas um saber-fazer (que não poderia existir se a pessoa não tivesse conhecimento por contacto de bicicletas, mas que é diferente deste – como se comprova pelo facto de muitas pessoas que já viram e tocaram em bicicletas não saberem andar de bicicleta).
Uma pessoa pode conhecer pessoalmente o Woody Allen e nunca fazer quaisquer declarações acerca dele ou sequer pensar nele. Nesse caso, o seu conhecimento é apenas um conhecimento por contacto.
Uma pessoa pode saber imensas coisas a cerca da cidade de Florença e morrer sem a visitar. Nesse caso, o seu conhecimento de Florença terá sido sempre proposicional.
- Tipos de Conhecimentos
Conhecer
é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer.
O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em
nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos
interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos.
Entre
todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar e
transformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que
aprendemos, por diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos
os únicos capazes de criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele
registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos. Essa
característica é o que nos permite dizer que somos diferentes dos gatos, dos
cães, dos macacos e dos leões. Ao criarmos este sistema de símbolos, através da
evolução da espécie humana, permitimo-nos também ao pensar e, por conseqüência,
a ordenação e a previsão dos
fenômenos
que nos cerca.
Existem
diferentes tipos de conhecimentos:
1
- Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar, ou senso-comum):
É
o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o
conhecimento adquirido através de ações não planejadas.
Exemplo:
1)
A chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta,
acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar;
2)
Criar software sem capacitação técnica ou superior, baseado na tentativa e
erro.
2 - Conhecimento Filosófico
É
fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre
fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais
do universo, ultrapassando os limites formais da ciência.
Exemplo:
1)
"O homem é a ponte entre o animal e o
além-homem" (Friedrich Nietzsche);
2)
“Em primeiro lugar, risco afeta acontecimentos futuros. Presente e passado não
preocupam, pois o que colhemos hoje já foi semeado por nossas ações anteriores.
A questão é mudando nossas ações hoje, podemos criar oportunidade para uma
situação diferente e possivelmente melhor para nós amanhã? Isso significa, em segundo
lugar, que risco envolve mudança, como por exemplo, mudança de pensamento,
opinião, ações ou lugares..., e em terceiro lugar, o risco envolve escolha e a
incerteza que a própria escolha envolve. Assim, paradoxalmente, o risco, como a
morte e os impostos, é uma das poucas certezas da vida.” (Robert Charette).
3
- Conhecimento Teológico
Conhecimento
revelado pela fé divina ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser
confirmado ou negado. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo.
Exemplo:
_
Acreditar que alguém foi curado por um milagre;
_
Acreditar em Duende;
_
Acreditar em reencarnação;
_
Acreditar no espiritismo.
4
- Conhecimento Científico
É
o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua
origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia
científica. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico:
_
É racional e objetivo;
_
Atém-se aos fatos;
_
Transcende aos fatos;
_
É analítico;
_
Requer exatidão e clareza;
_
É comunicável;
_
É verificável;
_
Depende de investigação metódica;
_
Busca e aplica leis;
_
É explicativo;
_
Pode fazer predições;
_
É aberto;
_
É útil.
Exemplo:
_
Descobrir uma vacina que evite uma doença;
_
Descobrir quais os problemas existentes no desenvolvimento de
software;
_
Descobrir como se dá a implementação de um sistema embarcado.
5
- Conclusão
Todos
os tipos de conhecimentos existentes possuem importâncias e refletem na
formação do indivíduo. Porém o conhecimento científico possui embasamento
sustentável, necessário para que seja possível realizar pesquisas e
desenvolvimentos de produtos que venham propiciaram soluções para os problemas
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